sexta-feira, 29 de abril de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Quanta falta do meu amigo Álvinho...
Um dia tive um amigo, romântico, intelectual, talentoso e um tanto underground, sempre o admirei, sempre quis estar na sua companhia, pessoa agradável, um grande papo, varávamos a madrugada nos bares próximos a televisão, local em que trabalhavamos juntos. Citado por Caetano no seu livro Verdade Tropical como o grande descobridor do talento de Bethânia. Dedicou-se ao teatro e ao cinema colocando em cada uma delas a sua alma contestadora. Poucos souberam reconhecer e valorizar a preciosidade que era o Alvinho.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Oxalufã
Tive acesso ao livro e conversei com a ilustradora e artista plástica Edsoleda, a qualidade é excelente, do texto e principalmente das ilustrações, estas feitas em bico de pena e aquarela, está a venda na Livraria Cultura/Shopping Salvador. Confira.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
POR AI!
No ano de 1974, meus pais tomaram uma decisão que mudaria toda a vida dos meus irmãos, irmãs e naturalmente a minha, saímos de Feira de Santana, cidade onde vivemos durante seis anos, fomos morar na Cidade da Bahia, termo que ouvia muita da minha avo quando se referia a Salvador. Exatamente no dia 17 de janeiro, dentro de uma cabine de caminhão de mudança, cheguei a esta cidade, indo morar a rua Álvaro Adorno, 17, casa hoje onde funciona os Hare Krshna, próximo a ladeira dos Galés. Uma rua pequena e estreita, lá conhecí grandes amigos, como Silvério Fortes Moledo, espanhol de nascimento mas brasileiríssimo de coração, uma pessoa que cativava a quem o conhecia, apelidade de pescocinho devido ao seu tronco curto, além de pés tortos, contavam que ele foi condenado pelos médicos a viver, no máximo, até os 12 anos de idade, com a sua alegria e fé, resistiu ate os 50. Neste mesmo ano, fui matriculado, para cursar a ensino médio, no Colégio Luiz Viana, situado no bairro de Brotas, foram três anos de estudos, brincadeiras, "babas" na quadra e encontro de amigos, com certeza, os melhores anos da minha vida, lá tive o grande prazer de rever Eugênio, grande amigo que conheci em Feira, fumante inveterado e grande apreciador da cerveja, uma pessoa contraditória, superficialmente se mostrava, nas palavras, violento, porém de um grande coração. Neste mesmo período, fiz grandes amizades, Cristina,Heloisa, Cristovão, Bartolomeu, Eziel, Antonio Carlos Sales e meu querido amigo Agnaldo Teixeira, o nosso Guigui, grande companheiro e que sempre admirei, pessoa inteligente, falador de línguas e principalmente de bom gosto musical, através dele conhecí, Ricky Wakemann, Renaissance, Emerson Lake and Palmer e Pink Floyd, além de grandes nomes da MPB. Com esta turma, Eugenio, Sales e Guigui, vivemos grandes aventuras e viagens maravilhosas, principalmente para Sítio Novo, pequena vila, pertencente a cidade de Catu, lá minha família tinha um sítio, onde tivemos momentos de liberdades adolescentes e de convívio de irmãos. Eugenio hoje é um policial, Sales, é funcionário do governo e meu querido Agnaldo, vive distante, no norte do país em Roraima. Todas estas vidas fazem parte das minhas memórias e viverão comigo para sempre, mas mesmo assim sinto falta de tê-los na minha varanda.
domingo, 6 de setembro de 2009
PASSAR A VIDA EM ITAPUÃ

Itapuã na década de 70
Muito mais do que uma tarde, tenho vivido muitos anos aqui em Itapuã, um bairro que mais parece uma daquelas cidades praieiras do interior. Apesar de ter nascido a beira de um rio, o velho Paraguaçu, me acostumei a dormir ouvindo o som do mar quebrando na praia, o vento balançando as palhas dos coquerais e o cheiro perfumado das algas.
A cerca de 20 anos escolhi este local para morar, encontrei amigos e passei a fazer parte da comunidade. Aqui me sinto seguro e na maioria das vezes feliz.O Princípado, como chamamos nosso bairro, tem características próprias, "tuas casas feias" mostram uma estética diferente, aqui, separados pelos muros, vidros dos carros e olhares, existem todas as classes sociais e trabalhadores das mais variadas atividades, pescadores, vendedores, empresários e professores.
A violência também faz parte daqui, há assaltos, roubos e as mais variadas formas de agressão, os sons altos, a bebedeira, fruto de uma sociedade sem limites. Mas a solidariedade, as amizades, o companheirismo, a simpatia, os sorrisos são características da grande maioria dos moradores.
Nos últimos anos fomos invadidos, por uma outra forma de violência, a febre imobiliária, principalmente das classes mais abastadas que expulsam, com os seus condomínios, de quase luxo, os antigos moradores da beira da praia, como se o direito, a ela, fosse apenas dos que detém o poder econômico. Outra invasão é dos estrangeiros, que compram grandes casas e montam negócios escusos e voltam para seus países de origem faturando com os altos aluguéis, inflacionando todos os imóveis do bairro.
Fico feliz, quando num domingo, ou feriado, toda a população pobre, desce dos ônibus e vans, invadindo as praias, se distribuindo pelas ruas j, k, l, todo o alfabeto, curtindo cada momento a sua principal diversão, até que no fim da tarde, sentem a preguiça no corpo, se espojam num esteira de palha e desejam um água de coco.
Admiro muito meu bairro, não pelas grandes mansões que são construídas, pelos hotéis e condomínios de luxo que são inaugurados e sim por esta gente simples e trabalhadora que abandonadas pelo poder público fazem daqui um bairro alegre e gostoso de viver. Tem coisa melhor que num fim de tarde comer um acarajé em Cira, beber um refrigerante bem gelado na barraca de Baleia, cortar o cabelo, acompanhado de um bom papo, na barbearia de Salvador, ou sentar, com meu filho, nas areias da Pedra do Sal sentindo a brisa e ouvindo o mar.
As vezes abro uma garrafa de vinho e deitado, na rede da minha varanda, durmo e sonho nos braços da lua. Mas logo é manhã me visto e saio para ir trabalhar em Salvador, porém meu pensamento é a volta para minha casa, meus filhos, minha família e a vida em Itapuã.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
COM A CABEÇA NO TRAVESSEIRO
No fim dos anos setenta, em plena ditadura militar, cursava química industrial na Universidade Federal da Bahia, nesta época conheci grandes amigos, no velho Instituto de Química, a maioria deles atuantes no movimento estudantil, este envolvimento me levou a participar destas lutas também, inicialmente na Associação Atlética dos Cursos de Química ocupando o cargo de presidente e depois no próprio Diretório Acadêmico como um dos secretários, era um período de grandes discussões, de sonhos e reconstruções que complementou-se com a da UNE, materializada no grande congresso acontecido no recém construído Centro de Convenções da Bahia.
Eram tempos difíceis, de muita repressão, cheguei a provar o ardor das bombas de gás duas vezes, numa manifestação diante da reitoria e outra quando da caminhada de Ulisses Guimarães e outros políticos, da Praça da Sé ao Campo Grande, onde os militares e seus cachorros nos deixaram detidos na antiga sede do MDB, eu, minha irmã e alguns nomes que hoje se firmaram na política, ficamos apreensivos até sermos liberados, dois a dois, através de negociações com promessa de não perseguição. Nesta época os nossos desejos por um governo democrático de esquerda era muito grande.
Os novos tempos chegavam, a abertura política acontecia no país, em caravanas íamos ao aeroporto, esperar por exilados que voltavam ao país, lembro-me que numa destas idas, vigiados pela polícia federal, fomos receber Diógenes Alves de Arruda , membro do Partido Comunista do Brasil, era outubro de 1979, no mês seguinte tivemos a triste notícia do seu falecimento.
Deixei a UFBa, sumi do movimento, comecei a trabalhar. Tancredo Neves nos deixava esperançosos por grandes mudanças porém foi o Sarney que assumiu o governo. Tivemos que adiar por mais tempo esta vitória.
Através da primeira candidatura de Lula, voltamos as ruas novamente, fizemos panfletagem, convencemos pessoas, porém fomos surpreendidos com a derrota nas urnas, Collor com seu desempenho na mídia venceu as eleições, mas logo foi retirado do poder pela própria mídia que o elegeu.
No ano de 1994, a esperança voltou, mas ainda assim, fomos derrotados por Fernando Henrique, misto de vendedor e presidente, que ficou no poder durante oito anos, até que em 2002, candidato pela terceira vez, Luís Inácio Lula da Silva, obteve uma grande vitória, o Rio Vermelho ficou pequeno para tanta alegria, lá encontrei os velhos amigos, já um pouco envelhecidos, muitos de cabelos brancos comemorando a realização de um grande sonho, Albertinos, Menandros, Eduardos, Bernadetes e Geovás, todos emocionados e felizes.
Lula assumiu o governo e logo mostrou para o que veio. Entre escândalos e denuncias, percebemos que as coisas não são como havíamos imaginado, a esquerda já não é mais a mesma, nossos ídolos, nunca mais foram os mesmos, os companheiros já não lutam mais pela igualdade e sim pelos cargos e pelos Tucsons, os ideais, estes ficaram nas atas, nas mesas, nos panfletos e nos muros do nosso passado. Os nossos repressores agora fazem acordos e ocupam cargos, que são ofertados pelos governantes como se fosse uma “galinha gorda” enquanto isto somos apelidados de órfãos da esquerda e chamados de românticos, porém na minha luta diária para criar os meus filhos, não tenho mais o mesmo fervor da juventude, mas continuo dormindo tranqüilo e sonhando.
Eram tempos difíceis, de muita repressão, cheguei a provar o ardor das bombas de gás duas vezes, numa manifestação diante da reitoria e outra quando da caminhada de Ulisses Guimarães e outros políticos, da Praça da Sé ao Campo Grande, onde os militares e seus cachorros nos deixaram detidos na antiga sede do MDB, eu, minha irmã e alguns nomes que hoje se firmaram na política, ficamos apreensivos até sermos liberados, dois a dois, através de negociações com promessa de não perseguição. Nesta época os nossos desejos por um governo democrático de esquerda era muito grande.
Os novos tempos chegavam, a abertura política acontecia no país, em caravanas íamos ao aeroporto, esperar por exilados que voltavam ao país, lembro-me que numa destas idas, vigiados pela polícia federal, fomos receber Diógenes Alves de Arruda , membro do Partido Comunista do Brasil, era outubro de 1979, no mês seguinte tivemos a triste notícia do seu falecimento.
Deixei a UFBa, sumi do movimento, comecei a trabalhar. Tancredo Neves nos deixava esperançosos por grandes mudanças porém foi o Sarney que assumiu o governo. Tivemos que adiar por mais tempo esta vitória.
Através da primeira candidatura de Lula, voltamos as ruas novamente, fizemos panfletagem, convencemos pessoas, porém fomos surpreendidos com a derrota nas urnas, Collor com seu desempenho na mídia venceu as eleições, mas logo foi retirado do poder pela própria mídia que o elegeu.
No ano de 1994, a esperança voltou, mas ainda assim, fomos derrotados por Fernando Henrique, misto de vendedor e presidente, que ficou no poder durante oito anos, até que em 2002, candidato pela terceira vez, Luís Inácio Lula da Silva, obteve uma grande vitória, o Rio Vermelho ficou pequeno para tanta alegria, lá encontrei os velhos amigos, já um pouco envelhecidos, muitos de cabelos brancos comemorando a realização de um grande sonho, Albertinos, Menandros, Eduardos, Bernadetes e Geovás, todos emocionados e felizes.
Lula assumiu o governo e logo mostrou para o que veio. Entre escândalos e denuncias, percebemos que as coisas não são como havíamos imaginado, a esquerda já não é mais a mesma, nossos ídolos, nunca mais foram os mesmos, os companheiros já não lutam mais pela igualdade e sim pelos cargos e pelos Tucsons, os ideais, estes ficaram nas atas, nas mesas, nos panfletos e nos muros do nosso passado. Os nossos repressores agora fazem acordos e ocupam cargos, que são ofertados pelos governantes como se fosse uma “galinha gorda” enquanto isto somos apelidados de órfãos da esquerda e chamados de românticos, porém na minha luta diária para criar os meus filhos, não tenho mais o mesmo fervor da juventude, mas continuo dormindo tranqüilo e sonhando.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
MY FRIEND IS DEAD
Michel Jackson é uma destas pessoas que torcíamos sempre pela sua recuperação, como se fosse alguém da nossa família, um grande amigo,"You've got a friend in me..."(Ben), pois ele sempre fez parte das nossas lembranças. Se na vida há backgrounds, com certeza as músicas de Michael marcaram a minha adolescência. Quando bem mais jovens, apaixonados, dançavamos, de rosto colado, principalmente ao som de Ben, um dos seus maiores sucessos.A morte deste grande astro encerra a carreira de um artista que marcou toda uma geração, mudou o show business, trouxe a grande produção para as suas apresentações e foi o grande responsável pela popularização dos clips.
Para mim é uma grande perda, é uma parte do passado que se vai, são referências que perdemos, é mais um vazio que fica, não sei como explicar isto, como alguém que está tão longe faz parte das nossas vidas e se eterniza nas nossas lembranças. "Don't you know, baby, yeah yeah, I'll be there, I'll be there, just call my name, I'll be there..." (I'll be there). As vezes acho que o mundo está ficando sem graça!
Be a lion (Michael Jackson)
There is a place we'll go, Where there is mostly quiet; Flowers and butterflies, A rainbow lives beside it. And from a velvet sky, A summer storm; You can feel the coolness in the air But you're still warm, And then a mighty roar Will start the sky to cryin'; But not even lightening Will be frightening to my lion. And with no fear inside, No need to run, no need to hide, You're standing strong and tall, You're the bravest of them all If on courage we must call, Then just keep on tryin' And tryin' and tryin'- You're a lion, In your own way, be a lion. Come on, be a lion! I'm standing strong and tall! You're the bravest of them all! If on courage you must call- Keep on trying and... Trying and trying... I'm a lion! In my own way, I'm a lion!
http://www.youtube.com/watch?v=cupnsUDyjuA
domingo, 31 de maio de 2009
CAIU NA ÁREA...
É incrível, que em pleno século XXI, a imprensa sulista, ainda não percebeu que o mundo globalizou, que vários programas e canais são vistos em todo país. Apresentadores conduzem os seus programas como se fosse feito para o seu bairro, apenas para a sua cidade ou estado. Tratam-nos com tremenda má vontade e por que não dizer discriminação. Quem acha que isto não é verdadeiro, acompanhe um programa esportivo.
Para estes programas, não existe nada do lado de cá, os espaços, na mídia nacional, dados para o futebol dos clubes nordestinos, são mínimos e de forma desrespeitosa. Isto termina refletindo em todo meio esportivo daqui, os atletas sonham em jogar lá fora, no Rio, São Paulo ou exterior, mesmo em equipes falidas, como a exemplo o Flamengo. No entanto clubes como o Vitória (Ba) e Sport (Pe) são conhecidos pelos salários pagos em dia e pela estrutura dos seus CTs.
Os empresários sulistas procuram desestruturar estes clubes e fazem inserções junto aos seus técnicos e jogadores, estes terminam por aceitarem as várias propostas e vão para os grandes times do futebol brasileiro, mas se todos perceberem poucos se dão bem e logo voltam, para as equipes que os promoveu gordos e desconhecidos.
Este privilégio não é exclusivo da imprensa esportiva, nos vários programas da mídia nacional, apenas aparecemos nos exibindo no pelourinho, em grandes tragédias ou no carnaval em camarotes frequentados por artistas decadentes.
Para estes programas, não existe nada do lado de cá, os espaços, na mídia nacional, dados para o futebol dos clubes nordestinos, são mínimos e de forma desrespeitosa. Isto termina refletindo em todo meio esportivo daqui, os atletas sonham em jogar lá fora, no Rio, São Paulo ou exterior, mesmo em equipes falidas, como a exemplo o Flamengo. No entanto clubes como o Vitória (Ba) e Sport (Pe) são conhecidos pelos salários pagos em dia e pela estrutura dos seus CTs.
Os empresários sulistas procuram desestruturar estes clubes e fazem inserções junto aos seus técnicos e jogadores, estes terminam por aceitarem as várias propostas e vão para os grandes times do futebol brasileiro, mas se todos perceberem poucos se dão bem e logo voltam, para as equipes que os promoveu gordos e desconhecidos.
Este privilégio não é exclusivo da imprensa esportiva, nos vários programas da mídia nacional, apenas aparecemos nos exibindo no pelourinho, em grandes tragédias ou no carnaval em camarotes frequentados por artistas decadentes.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
SEM DIREITO E SEM ESQUERDA
Indignação, este é o sentimento que tenho com as coisas que acontecem neste país ultimamente, não falo das corrupções, dos desmandos políticos, nem das armações dos que trabalham para o serviço público, porém do retrocesso que estamos sofrendo, parece que nunca avançamos. Lutamos durante muitos anos por liberdade, por qualidade de vida e por vários direitos. Perdemos amigos, tomamos bombas de gás, fomos iludidos achando que estaríamos colocando um líder de esquerda no poder, tudo isto em vão.
Hoje me sinto totalmente abandonado, sem acesso a saúde, a educação, a justiça, perdendo direitos trabalhistas e tudo isto pagando impostos cada dia mais altos.
Minha esposa está grávida e por ter feito um plano de saúde recente, este cumpre uma carência não dando direito ao parto, por isto tenho tentado, através de amigos, conseguir que ela seja atendida, imaginem, num hospital público, dito de referência, já que o parto dela é de risco. Não esperava ter tanta dificuldade para conseguir ter acesso ao que se diz público, são bilhetes que tenho de conseguir, procurar amigos de um e de outro, falar com médicos, enfermeiras e etc, etc, etc.
Me vejo totalmente abandonado, sem direitos nenhum, roubado pelos que tomaram o poder e fazem o que querem deste, excluem a maioria da população do que a ela pertençe, passam para a iniciativa privada o que deveria ser do povo e ainda criam mordomias para sí e para os seus comparsas e familiares. A quem recorrer? O que fazer? A única resposta que me vem é lutar e preparar meus filhos para que não passem por isto...
Hoje me sinto totalmente abandonado, sem acesso a saúde, a educação, a justiça, perdendo direitos trabalhistas e tudo isto pagando impostos cada dia mais altos.
Minha esposa está grávida e por ter feito um plano de saúde recente, este cumpre uma carência não dando direito ao parto, por isto tenho tentado, através de amigos, conseguir que ela seja atendida, imaginem, num hospital público, dito de referência, já que o parto dela é de risco. Não esperava ter tanta dificuldade para conseguir ter acesso ao que se diz público, são bilhetes que tenho de conseguir, procurar amigos de um e de outro, falar com médicos, enfermeiras e etc, etc, etc.
Me vejo totalmente abandonado, sem direitos nenhum, roubado pelos que tomaram o poder e fazem o que querem deste, excluem a maioria da população do que a ela pertençe, passam para a iniciativa privada o que deveria ser do povo e ainda criam mordomias para sí e para os seus comparsas e familiares. A quem recorrer? O que fazer? A única resposta que me vem é lutar e preparar meus filhos para que não passem por isto...
terça-feira, 26 de maio de 2009
DENUNCIAR SPAM
Esta semana fui levado a refletir sobre que tipo de laços as pessoas estão formando entre sí e de que forma estão sendo estes relacionamentos. Recebí ontem um e-mail, de uma amiga, que achei extremamente duro e estranho, pedia-me que a partir daquele momento, ao enviar mensagens,"...evitasse termos de carinho e outras expressões similares, uma vez que estas são exclusivas para a pessoa que escolheu partilhar a sua vida"... Naturalmente, que atendí ao pedido, e disse que se em algum momento usei destas expressões de carinho ou similares para com ela, pedia desculpas, além de desejar a sua felicidade para com a pessoa que escolheu para partilhar a vida e os sentimentos. Isto poderia passar despercebido na minha vida, mas me deixou extremamente reflexivo, talvez por este momento em que espero mais um filho, que o meu trabalho questiono muito e que naturalmente a idade avança um pouco. Por que alguém resolve limitar ao seu parceiro qualquer expressão de carinho? O que faz estas pessoas acharem que este é um sentimento privado? E além do mais o que faz estas pessoas pedir a alguém que evite este tipo de sentimento? A única coisa que me ocorre é exatamente a falta deste sentimento nestas pessoas. Se não posso demonstrar este carinho, prefiro não conviver com elas, neste ponto a vida digital nos permite uma situação muito melhor e naturalmente foi o que fiz, por gostar muito dela, acreditar que é uma grande amiga a coloquei como um SPAM. Nunca conseguirei me comunicar com alguém sem demonstrar meu sentimentos
segunda-feira, 25 de maio de 2009
POR ÁGUA ABAIXO
Estamos chegando ao fim de mais um semestre, a cada dia sinto mais dificuldades em estar numa sala de aula, vejo em muitos alunos sonhos e desejos de seguir uma profissão, porém não sei para onde o ensino os leva. As instituições de nível superior, principalmente as privadas, a cada dia só se preocupam em emitir boletos. Trata o aluno apenas como mero consumidor, as faculdades fazem promoções para captação destes que ao ingressarem são esquecidos, abandonados. Vários colegas de profissão, que ainda acreditam nesta atividade, procuram fazer concursos públicos para largar estas instituições já que também são tratados com desrespeito. O MEC, que deveria cuidar melhor da qualidade da educação neste país, se tornou apenas uma agência reguladora tipo Anatel, Aneel que defende apenas os poderosos em detrimento da população. Fico muito preocupado, principalmente por que tenho 25 anos de profissão e vejo que tudo está indo por água abaixo.
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